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2017-06-01 17:31:48

As 3 formas de levar moeda estrangeira em viagem ao exterior

Conheça as vantagens e desvantagens das principais formas de levar moeda estrangeira e fazer pagamentos em viagem ao exterior

Um dos pontos cruciais do planejamento de viagem para o exterior é a compra de moeda estrangeira. Há mais de uma forma de levar dinheiro para viajar e os custos podem variar. Além disso, a flutuação do câmbio pode deixar o viajante inseguro sobre o melhor momento para efetuar a compra.

Especialistas recomendam que a compra de moeda estrangeira seja iniciada com antecedência e feita aos poucos, até a data da viagem.

Como é muito difícil acertar quando o câmbio vai subir ou descer para pegar o melhor preço, a estratégia de comprar aos poucos é boa para formar um preço médio – nem a cotação mais cara, nem a mais barata, mas algo no meio do caminho.

Em geral, também é recomendado combinar mais de uma forma de levar dinheiro e fazer pagamentos no exterior, pois cada modalidade tem suas próprias vantagens e desvantagens.

Claro que tudo depende do país para onde você vai. Se o destino tiver poucos estabelecimentos que aceitem cartões, por exemplo, você terá de priorizar o papel-moeda. Esse tipo de coisa requer uma pesquisa prévia.

Conheça a seguir as formas mais comuns de levar dinheiro para viajar para o exterior, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma:

Dinheiro em espécie

O papel-moeda costuma ser a forma mais barata de levar dinheiro para viajar, mas também é a menos segura.

Vantagens:

– Menor custo de IOF: 1,1%;

– Possibilidade de fixar uma taxa de câmbio: após comprar o papel-moeda, você já sabe quanto está gastando, não ficando sujeito às flutuações cambiais.

Desvantagens:

– Falta de segurança: dinheiro vivo é visado por ladrões, especialmente quando você é turista. E se você for roubado, não tem mais como recuperar;

– Quem viaja para o exterior com uma quantia equivalente a mais de 10 mil reais em espécie precisa informar o fato à Receita Federal. Não há taxas ou impostos, mas o viajante pode ser impedido de embarcar com a quantia desejada se não declarar. É preciso preencher uma Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) no site da Receita ou pelo app Viajantes, disponível para iOS e Android.

Cartão pré-pago

Os cartões pré-pagos são alternativas mais caras, mas também mais seguras e práticas. Você carrega a quantia desejada em um cartão que funcionará na função débito e servirá inclusive para saques lá fora.

Vantagens:

– Praticidade: são mais fáceis de levar e discretos;

– Segurança: são menos visados por ladrões e, se roubados ou extraviados, podem ser imediatamente cancelados e repostos, mesmo em viagem;

– Possibilidade de fixar uma taxa de câmbio: após comprar o papel-moeda, você já sabe quanto está gastando, não ficando sujeito às flutuações cambiais;

– Multimoedas: para quem vai viajar para vários países com moedas diferentes, já existem cartões que podem ser carregados em mais de uma moeda;

– Podem ser recarregados durante a viagem;

– Podem ser guardados para futuras viagens. Nesse caso, opte por um cartão sem taxa de inatividade, que é cobrada quando o cartão fica muito tempo sem uso.

Desvantagens:

– Maior custo de IOF: 6,38%;

– Não há programas de milhagem;

– Taxas para saques e eventual taxa de inatividade. Convém preferir um cartão sem taxa de inatividade e avaliar se vale a pena fazer saques no exterior. Seja como for, é sempre bom ter essa opção.

Cartões de crédito e débito

Os cartões de crédito e débito internacionais não são as melhores alternativas para quem precisa economizar ou quer controlar os gastos.

Mesmo assim, é uma ótima ideia viajar com seus cartões desbloqueados para uso no exterior. Além de seguros, eles podem ser seus salvadores em emergências.

Convém, entretanto, se informar no emissor do cartão se a cotação praticada é normalmente mais vantajosa ou mais desvantajosa que a cotação turismo nas casas de câmbio.

Vantagens:

– Praticidade e segurança: discretos, fáceis de levar e de cancelar em caso de roubo ou extravio;

– Possibilidade de saque em moeda estrangeira no exterior;

– No caso do cartão de crédito, pode haver programa de milhagem, o que contribui para reduzir eventuais custos mais altos em relação ao papel-moeda ou ao cartão pré-pago;

– Podem ser usados para gastos emergenciais.

Desvantagens:

– Maior custo de IOF: 6,38%;

– Usuário fica sujeito às flutuações cambiais, o que é uma vantagem se a cotação da moeda cair, mas uma desvantagem se a cotação subir: você não sabe de antemão quanto vai gastar. No caso do cartão de débito, a cotação é a do dia da compra; já no caso do crédito, pode ser a do dia da compra ou a da data de fechamento da fatura, dependendo das opções oferecidas pela operadora do cartão;

– Taxa para saque no exterior, o que pode fazer a prática só valer a pena em situações emergenciais.

Pesquise bem qual moeda levar

A escolha das melhores formas de levar dinheiro para o exterior depende da moeda que você vai levar e do país de destino.

No caso dos países de moeda forte e com grande mercado internacional – dólar americano, libra e euro – o ideal é sempre levar e gastar na moeda do país de destino. Isso vale tanto para o papel-moeda quanto para o cartão pré-pago.

A dupla conversão, nesses casos – compra de uma moeda no Brasil para conversão em outra no destino – costuma ser bem desvantajosa.

Aliás, convém prestar atenção nisso na hora de usar cartões de crédito ou débito. Verifique se a sua operadora necessariamente converte todas as compras feitas em outras moedas para dólar americano, para em seguida converter para reais. Nesses casos, o uso do cartão pode ser bem desvantajoso fora dos Estados Unidos.

No caso dos países de moeda fraca e economia instável, o ideal é levar dólares ou euros. Se vai ser em espécie ou em cartão, vai depender da aceitação de cartões no país de destino.

Já no caso dos países de moeda estável, mas menos comum – como o Canadá ou o Japão, por exemplo – convém comparar o custo da dupla conversão com o custo de levar a moeda local já do Brasil.

É que pode ser mais vantajoso levar dólares americanos e converter no destino do que levar a moeda já do Brasil.

Para viagens para países do Mercosul pode ser interessante também levar reais e comprar a moeda local já no país de destino. O ideal é pesquisar na época da viagem o que é mais interessante.

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Julia Wiltgen

Jornalista responsável pelos artigos da Genial Seguros até 24/11/2017.

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