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2017-06-23 13:28:51

Como é pago o seguro para perda total de um carro financiado?

Entenda o procedimento para pagamento de indenização de seguro auto em caso de PT ou roubo de carro financiado

Quando um carro que ainda está sendo financiado sofre perda total, roubo ou furto, o processo de pagamento da indenização do seguro auto é um pouco diferente do que ocorre quando o carro que sofreu o sinistro já está quitado.

O carro financiado está em alienação fiduciária para o banco ou a financeira que concedeu o crédito. Isso significa que é propriedade do credor, e o devedor pode apenas usufruir dele. O bem em alienação serve como garantia para o financiamento. Caso o devedor fique inadimplente, o credor tem o direito de tomar o bem e vendê-lo para quitar a dívida.

Ao contratar um seguro para um carro que ainda não está quitado é imprescindível informar que se trata de veículo financiado, de modo a garantir a cobertura.

Em caso de sinistros de menor gravidade, como defeitos ou acidentes de pequenas proporções, não há diferença na cobertura do seguro, esteja o carro quitado ou não.

Se o custo do reparo for inferior ao valor da franquia, o segurado arca com o conserto; se não, a seguradora cobre as despesas. Basta que o proprietário a acione.

Mas a perda total, o roubo e o furto ensejam o pagamento da indenização integral, na intenção de repor o veículo perdido. Contudo, como a propriedade do bem é do banco e ainda há prestações a pagar, o procedimento junto à seguradora é um pouquinho diferente.

Saiba quando se considera que o veículo sofreu perda total.

Nesses casos, o segurado tem basicamente três caminhos para escolher:

1. Quitar o financiamento junto ao credor e receber a indenização da seguradora

Se o segurado tiver recursos, ele pode quitar o financiamento com a instituição financeira primeiro e receber a indenização integral da seguradora depois.

É importante notar que a indenização cobre apenas o valor do bem, não os juros do financiamento. Mas quando se antecipa o pagamento de uma dívida, paga-se apenas o principal. O banco não pode mais cobrar juros sobre a quantia que está sendo amortizada.

Suponha que o segurado tenha ainda 10 mil reais a pagar junto ao banco e 50 mil a receber de indenização. Ele pode pagar esses 10 mil reais ao banco e receber os 50 mil da seguradora.

2. A seguradora quita o financiamento e o segurado recebe a diferença

Essa é uma opção para quem não tem recursos para quitar o financiamento, principalmente naqueles casos em que ainda falta uma grande quantia a ser paga.

O segurado aciona a seguradora, que pagará a indenização à instituição financeira até o limite contratado. A ideia é que seja possível quitar o financiamento, amortizando o valor devido.

A diferença entre o valor pago ao credor e o valor da indenização integral é, então, transferido ao segurado.

Por exemplo, se o segurado ainda deve 20 mil reais ao banco e o valor da indenização integral é de 50 mil reais, a seguradora pagará os 20 mil devidos e transferirá a diferença de 30 mil reais ao segurado.

3. Comprar outro veículo e substituir a garantia da dívida

Essa é uma opção para quem não tem como quitar a dívida junto ao banco e/ou tem um saldo devedor maior que o valor integral da indenização.

A instituição financeira credora não é obrigada a aceitar essa alternativa. Mas é possível negociar com ela a chamada “substituição da garantia”, informando que a indenização será usada para comprar outro carro, que deverá ser alienado no lugar do anterior.

A seguradora também deverá ser informada de que essa é a opção escolhida.

Caso o valor da indenização seja insuficiente para quitar o saldo devedor e a instituição financeira não aceite a substituição da garantia, restará ao devedor renegociar com a instituição financeira as condições de pagamento do valor que a indenização do seguro não for capaz de cobrir.

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Julia Wiltgen

Jornalista responsável pelos artigos da Genial Seguros até 24/11/2017.

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