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2017-10-09 08:00:22

Como funciona a indenização integral na cobertura de terceiros

Veja como é calculada a indenização integral de vítimas de acidentes que entram como terceiros no seguro auto

Vítimas de acidentes de trânsito têm direito à indenização do seguro obrigatório DPVAT para morte, invalidez e despesas médicas, mas também podem pleitear reparações físicas, materiais e até morais do causador do acidente.

Se este não tiver seguro para o seu veículo, ou se seu seguro não tiver cobertura para terceiros – a chamada Responsabilidade Civil Facultativa –, a vítima do acidente ou sua família terá de negociar a reparação diretamente com ele, podendo até mesmo levá-lo à Justiça.

Mas se ele tiver seguro auto ou moto com cobertura para terceiros – o que é melhor para todo mundo –, a vítima pode entrar como terceiro na apólice. A cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa pode tanto ser parte constante de um seguro de veículos de cobertura compreensiva como constituir um seguro à parte.

No caso de o causador do acidente ter um seguro compreensivo com cobertura para terceiros, cabe uma observação quanto ao valor da indenização a que os terceiros têm direito.

Indenização integral de terceiros é fruto de negociação

Já vimos aqui no blog como é calculada a indenização integral de uma apólice de seguro de veículos, que corresponde à quantia máxima que o segurado tem direito a receber em caso de sinistro com cobertura. A forma de calcular a quantia a ser recebida é bem estabelecida na apólice e não deixa dúvidas.

A indenização integral é paga ao segurado em caso de perda total, além de roubo e furto sem recuperação do veículo. Se os danos ao veículo não configurarem perda total, configura-se perda parcial, e o seguro cobre o valor dos reparos na quantia que exceder a franquia.

Lógica similar funciona para a cobertura de Responsabilidade Civil. Se o veículo do terceiro tiver perda total, ele terá direito à indenização integral. Porém, pode não haver uma regra fechada para o cálculo de quanto seria uma indenização integral neste caso.

Se não houver um valor pré-estabelecido de indenização máxima para terceiros, o caminho é a negociação entre o terceiro e a seguradora. Esta pode, por exemplo, propor a utilização da tabela FIPE ou de um valor médio para o modelo e ano de veículo que o terceiro possui, com base na região onde ele reside.

O terceiro, por sua vez, tem o direito de fazer uma contraproposta. Ele pode, por exemplo, levar orçamentos de veículos equivalentes ao seu para pleitear um valor maior de indenização.

É aconselhável que o terceiro faça seus orçamentos em concessionárias e peça ajuda do corretor de seguros responsável pela apólice do causador do acidente.

O ideal é tentar buscar um acordo amigável. Se não for possível e houver grande divergência de valores, o terceiro pode levar a questão à Justiça.

No caso dos seguros de Responsabilidade Civil – aqueles em que a cobertura de terceiros configura um seguro à parte – os valores máximos de indenização já estão pré-estabelecidos, não estando condicionados ao modelo do veículo do segurado ou do terceiro.

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Julia Wiltgen

Jornalista responsável pelos artigos da Genial Seguros

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