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2017-03-22 12:51:01

Os diferentes tipos de seguro de vida e a quem se destinam

Seguro de vida não é tudo igual. Saiba para quem são indicados os diferentes tipos de seguro de vida

O seguro de vida é um produto voltado para a proteção do patrimônio do segurado e da sua família. Isso em linhas gerais, porque há diferentes tipos de seguro de vida, voltados para diferentes objetivos.

Não são tanto os tipos de coberturas que mudam de uma apólice para a outra. A cobertura por morte, natural ou acidental, protege a família em caso de falecimento do segurado, evitando que ela se endivide ou consuma rapidamente seu patrimônio.

Outras coberturas, como invalidez e doenças graves, protegem o patrimônio do segurado ainda em vida.

O que difere uma modalidade de seguro de vida de outra são fatores como o prazo da apólice e a possibilidade ou não de resgate. Tudo isso impacta o valor do prêmio, o que pode ser determinante para certas famílias contratarem ou não um seguro de vida.

Objetivos de um seguro de vida

Os seguros de vida têm quatro objetivos básicos: proteção patrimonial, planejamento sucessório, sucessão empresarial e hedge no período de acumulação.

Proteção patrimonial é o objetivo mais óbvio. Trata-se de evitar que a família consuma todos os seus recursos e até se endivide caso o principal provedor – o segurado – venha a falecer ou ficar inválido.

O hedge no período de acumulação também tem a ver com isso. Famílias que ainda não acumularam muito patrimônio podem se ver em grandes dificuldades financeiras em caso de invalidez ou morte dos provedores.

Se o patrimônio amealhado até então não for suficiente para a família enfrentar o período difícil, ele não só será consumido, como a família se endividará.

O seguro de vida evita que essa família que ainda está construindo um patrimônio precise consumir o pouco que já foi acumulado.

Planejamento sucessório e sucessão empresarial são objetivos similares. O planejamento sucessório é o planejamento da transmissão dos bens em vida para aqueles que serão seus herdeiros após sua morte. A sucessão empresarial é parecida, porém no plano das pessoas jurídicas, não das pessoas físicas.

Como o seguro vida é impenhorável e não entra em inventário, ele é uma boa ferramenta para transferir uma boa quantia aos herdeiros ou sucessores após a morte do segurado. Dessa forma, eles terão recursos suficientes para enfrentar o período do inventário dos demais bens.

Neste outro post explicamos tudinho sobre o uso do seguro de vida para planejamento sucessório.

Tipos de seguro de vida

Os seguros de vida em geral cobrem morte natural e acidental, podendo também cobrir invalidez temporária e/ou permanente e pagar uma indenização no caso de diagnóstico de doenças graves.

Mas as diferenças entre um tipo de seguro e outro têm mais a ver com a duração e a possibilidade de resgate da apólice do que com as coberturas. Há basicamente quatro tipos de seguro de vida:

Seguro de vida tradicional

O seguro de vida tradicional oferece cobertura vitalícia, mas só é válido enquanto o segurado estiver pagando o prêmio. Se parar de pagar, o seguro é cancelado. O segurado pode desistir do seguro a qualquer momento, mas não recupera o valor pago.

Esse tipo de seguro pode ou não ter reenquadramento etário. Isto é, o valor do prêmio pode aumentar com a idade do segurado. Porém, esse tipo de apólice é, no geral, mais barato que uma apólice resgatável. As apólices resgatáveis permitem ao segurado recuperar parte do valor pago quando o seguro é cancelado.

Assim, para uma pessoa jovem que precise economizar, sai mais em conta uma apólice tradicional do que uma resgatável.

Mesmo para uma pessoa mais velha, esse tipo de seguro pode ser útil. Se ela já tiver um bom patrimônio e não tiver intenção de resgatar, mas apenas de fazer planejamento sucessório, o seguro de vida tradicional é uma opção mais em conta que o resgatável.

Seguro de vida resgatável

O seguro de vida resgatável, como o próprio nome diz, permite ao segurado resgatar um percentual do prêmio total pago após um prazo de carência, em geral de dois anos. Ou seja, se precisar de recursos ou quiser desistir do seguro, o segurado pode cancelá-lo e solicitar o resgate.

Ao contratar um seguro resgatável, o segurado compra a apólice. Assim, ele pagará o prêmio durante um prazo determinado. Passado esse período, não precisará mais pagar, ficando protegido para o resto da vida ou até decidir resgatar a quantia a que tem direito.

Todos esses benefícios fazem com que o seguro resgatável seja mais caro do que o seguro de vida tradicional. No entanto, não há reenquadramento etário.

O seguro de vida resgatável é indicado sobretudo para pessoas mais velhas, que já têm mais recursos para arcar com o valor do prêmio e já pensam em fazer planejamento sucessório.

Seguro de vida temporário

O seguro de vida temporário nunca é resgatável e pode ou não ter reenquadramento etário. Ele oferece as mesmas coberturas do seguro de vida tradicional, mas é válido só por um prazo determinado, sendo cancelado após esse período de cobertura.

Por ser temporário, o valor do prêmio é ainda mais baixo que o do seguro de vida vitalício tradicional.

Ele é indicado para pessoas com demandas específicas por proteção. Por exemplo, jovens que ainda não acumularam patrimônio e têm poucos recursos disponíveis para pagar o prêmio do seguro.

O jovem pode contratar o seguro pelo prazo que será necessário para acumular um bom patrimônio – por exemplo, juntar um milhão de reais. Durante esse período, pagará menos do que se tivesse um seguro vitalício.

Pais de crianças pequenas que precisarem economizar podem também optar por contratar um seguro temporário, apenas até os filhos atingirem a maioridade.

Outra situação específica em que o seguro temporário pode ser adequado é na preparação da sucessão empresarial ou planejamento sucessório por meio da constituição de uma holding.

O segurado pode contratar um seguro temporário para o prazo que ele levará para constituir uma holding para todo o seu patrimônio. Se vier a falecer antes de a holding estar constituída, o seguro pode ser transmitido aos herdeiros ou sucessores sem passar por inventário.

Seguro de acidentes pessoais

O seguro de acidentes pessoais traz uma cobertura mais simples: invalidez temporária e morte acidental. O capital segurado máximo pode ser baixo e o valor do prêmio é bem menor que o de um seguro de vida tradicional.

Ele é voltado para pessoas que precisam mais de proteção contra invalidez do que morte. Por exemplo, profissionais autônomos e empresários que, acidentados, perderiam a condição de trabalhar e gerar renda. Principalmente os que não têm família.

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Julia Wiltgen

Jornalista responsável pelos artigos da Genial Seguros até 24/11/2017.

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